Porra Nenhuma

sesas

domingo, 7 de março de 2010

50 razões para não casar com um designer gráfico



O tipíco designer de porta de faculdade… ; )

Uma lista andou circulando pela internet com o seguinte título:

50 razões para não casar com um designer gráfico

Tal lista não deixa de ser uma brincadeira, uma tirada com estereótipos e algumas piadinhas mornas (com um certo fundo de verdade em alguns momentos)

A gramática equivocada e alguns erros bobos de português deixam claro que, provavelmente o autor deve ser um rapaz novo, talvez saído da faculdade há pouco tempo.

Aparentemente o texto fez um certo sucesso e se espalhou pela web. Absolutamente nada contra o autor o qual não faço a mínima idéia de quem seja. Vi nohttp://www.obrigadopelospeixes.com/

O que quero dizer aqui é algo muito importante. O perfil descrito é de um designer “guri”, daqueles que se formam aos montes nas faculdades de design por esse Brasil e saem pelo mundo acreditando que são o supra sumo da criação, trocando os pés pelas mãos a cada passo e, obviamente, pela insegurança e necessidade de auto afirmacão natural da juventude, acabam seguindo a risca cada estereótipo que dita o que é, hipoteticamente, ser um designer. Usar um computador Apple e um tênis descolado não é o que vai fazer de um designer um bom profissional. Acho que deu pra entender.

Um bom trabalho sim, faz um bom profissional. Mas não é só isso. Sou designer (apesar de estar longe da criação há bastante tempo) e me considero mediano, talvez fraco. Nada excepcional. Vejo milhares desses “guris recém saídos da faculdade” com um trabalho que deixa tudo o que eu fiz a minha vida inteira no chinelo. Caras bons mesmo. Mas não é apenas um trabalho de cair o queixo que conquista um cliente ou o mercado. Sabe o que lhes falta? Bom senso, experiência de mercado e, principalmente, experiência de vida. É essa diferença de postura que dita uma questão primordial dentro de algumas empresas: cargos e salários (não pautados exatamente pela qualidade do trabalho de design em si, mas pela confiança na seriedade, conhecimento e profissionalismo do candidato)

A idéia aqui é checar alguns itens dessa lista para fazer um justo contraponto. Não farei em todos pois alguns são muito bobinhos e sem sentido.

Vamos a ela. Lembrando que motivos para não casar estão em cima e a interpretação e contraponto, logo abaixo de cada um.

1 Há milhões e milhões de designers no mundo.
De fato existem muitos deles. Hoje em dia qualquer um é designer. A liberdade de expressão e criação que todos os avanços da tecnologia, fotografia digital e a internet trouxeram, fazem de qualquer pessoa um designer em potencial. É a coisa mais natural do mundo. Design é um campo do conhecimento muito subjetivo e portanto livre de regras muito rígidas. O bom design está nos olhos de quem vê. Claro que existem as regras. Mas não deixa de ser uma expressão artística e, portanto, mais livre e solta. Diante disso, o mundo também está cheio de artistas plásticos, músicos, escritores, poetas e tantos outros envolvidos com criação.

2 São egoístas e egôcentricos
Sim. Se tiverem menos de 20 anos.

3 Todos tem salários baixos
Os designers que menos se parecem com “designers” (travestidos dos pés a cabeca pelo estereotipo estabelecido) são aqueles que ocupam cargos de confiança e, provavelmente se envolvem com algo além do design como estratégias de negócios e coisas correlatas. E sim, ganham um belo salário.

4 Não aceitam críticas (recebem mas não as entendem).
Sim. Se tiverem menos de 20 anos. Um designer profissional ganha respeito e prestígio não só quando argumenta com propriedade a respeito de uma critica infundada ou gratuita mas também quando sabe ser flexível e enxergar o ponto de vista do outro.

5 Eles odeiam outros designers.
Sim. Se tiverem menos de 20 anos.

6 Não sabem somar nem subtrair quando vão ao mercado.
Se não sabem de fato é bem provável que nunca conquistem um grande cliente ou algum cargo de direção e confianca em qualquer lugar.

7 Não sabem mudar uma lâmpada sem fazer um esboço
Se for uma pessoa com sérios problemas de vida real/prática e relacionamentos é bem provável que seja isso mesmo.

8 Gostam de ver os créditos completos do filme (e cenas cortadas).
Desde que vá sozinho ao cinema. Fazer isso com amigos e, pior ainda, com uma mulher é fazer papel de bobalhão.

9 Não deixam você decorar a sua casa
Os designers (e qualquer um) que gostam de agradar seu par romântico sempre chegam a um acordo. E usam de todo seu conhecimento e bom gosto para deixar de um jeito que a moça vai adorar. “Não deixar” é coisa de quem tem menos de 20 anos…

12 Fazem montagem com suas fotos
Sim. Se tiverem menos de 20 anos.

14 Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (Bansky, Sagmeister, Basquiat, Paul Rand, etc.).
Idolatria tem seu tempo. Geralmente na juventude. Admiração com bom senso e reserva (diante de pessoas que não são do meio) é uma ótima maneira de ter uma convivência harmônica com seu par. Se seu par for uma médica, provavelmente ela também vai idolatrar personalidades bastante incomuns pra você. A velha mania dos designers bobos que acham que só eles são descolados e diferentes. Como disse, coisa de guri.

19 Tomam bebidas de qualquer espécie apenas porque gostam da embalagem.
Sim. Se tiverem menos de 20 anos. Aliás… olha ali que desbunde aquela embalagem de veneno pra rato!

20 Eles roubam placa da rua e orelhões telefônicos.
Uma plaquinha eventualmente é possível. Mas, no geral, é coisa de quem menos de 20 anos…

21 Roubam cartazes de shows e eventos e te fazem passar vergonha.
Um homem de verdade nunca fará sua parceira/noiva/namorada passar por qualquer tipo de constrangimento. Se você faz isso, é melhor tomar cuidado. Sua namoradinha vai crescer e, provavelmente, vai cansar de comportamentos infantis sem hora e local adequado… e então, te troca por outro. Fácil.

22 Amam ténis com cores estranhas e bizarras.
A velha mania dos designers bobinhos que acham que só eles são descolados e diferentes. Como disse, coisa de guri.

24 Tem sempre marcas de tintas em suas mãos.
Provavelmente deixadas de propósito. Andando por aí loucos de ansiedade pelo primeiro comentário para que possam bancar uma de artista descolado… Coisa de guri… e cuidado moça, as marcas nas mãos podem ser de um pintor de parede…

25 Eles precisam consultar o Pantone antes de se vestir para saber a combinação correta e para ter um contraste legal.
Bom… isso quer dizer outra coisa. Mas não posso comentar aqui pois é politicamente incorreto. Vão dizer que sou homofóbico…

27 Eles odeiam Office (Word, Excel, PowerPoint, Publisher).
Sim. Se tiverem menos de 20 anos e nunca precisaram preencher algum documento realmente importante.

28 Gostam de músicas “Indie” (Aquela música que metade da humanidade nunca ouviu falar).
Duas coisas juntas. A falta de repertório de boa música e a mania de querer ser diferente apenas pra chamar a atenção. As pessoas mais maduras, com o tempo, descobrem o jazz e tantas outras coisas que são unanimidades pela razão de serem, de fato, geniais.

29 Lêem livros raros, histórias para crianças e semiótica.
Mais uma da série “Vou fazer piadinha mas vou contar uma vantagem”. Eu lamento que muita gente não designer curte livros raros e histórias para crianças. E semiótica não é exclusividade do ensino de design. Desculpe estragar a surpresa. E convenhamos, semiótica é um porre.

34 Sua vida social depende de seus amigos e outro designer.
Sim. Se ele tiver 15 anos.

42 Todos já foram ou cogitarão ser DJs (pelo menos uma vez).
O que eu faço com os incontáveis amigos e designers que nunca tocaram no assunto e que declaradamente não gostam de música eletrônica? Aliás, quem não quer ser DJ hoje em dia? Virou modinha…

44 Todos tem personalidade geeks e infantis.
A frase já entrega o ouro. Se tiverem 15 anos, sim, são infantis. E lamento dizer que ser geek (tão na moda) não é exlclusividade dos “designers”

45 Gostam de desenhos americanos ou japoneses e passarão horas assistindo
Sim. Se tiverem menos de 20 anos e forem desempregados… por motivos óbvios.

46 Gostam de mudar de cidade, estado país o tempo todo.
Só os designers? Nossa, que gente descolada. Achei que o mundo inteiro gostava. Como sou bobo. Olha, eu ouvi dizer que tem umas passagens baratíssimas pro Afeganistão. Dizem que é a atual meca da criação!

48 Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja.
Sinceramente eu não sabia que documentários e museus chamavam tanta atenção. Como os designers são diferentes… nossa! A propósito, ouvi falar de um museu muito bacana! É um museu de minas terrestres, todas funcionando… dizem que é muito real. Vamos lá?

Bom… eu planejava comentar todas. Mas não vale a pena.

O recado é: moças, se vocês estão com um camarada que bate com o perfil descrito aí em cima, existem duas possibilidades: você esta namorando com um moleque ou seu noivo/namorado/pretendente é um completo bobalhão…

Pre ser sincero, pensando agora, acho que o nome da lista devia mudar para “50 razões para não casar com um designer gráfico recém saído da faculdade na casa dos 20 e poucos anos”

Go to Hell

Go to Hell! é um joguinho absurdamente bom e vocês perceberão isso logo quando começarem a jogar. O objetivo é ir cavando para, adivinhem… chegar ao inferno. Depois de 666 metros de profundidade vocês cumprem a missão.

Apesar de ter inimigos “fracos”, você ainda tem que controlar sua saúde, oxigênio ealimentação. Não vai ser fácil, mesmo!

Le parkour





Parkour, também conhecido como Le Parkour, é uma disciplina onde os praticantes - conhecidos como traceurs, ou traceuse, no feminino - usam seu corpo para passar obstáculo de uma forma rápida e fluente. No Parkour você aprende técnicas desde como subir um muro, até como pular de um lugar alto, porém o parkour NÃO É UM ESPORTE DE PULAR PRÉDIOS. Ele consiste em um homem correndo de alguém/algo e nenhum obstáculo pode pará-lo, mas, ele não é só isso, além de passar os obstáculos, você deve executar os movimentos da forma mais natural possível usando o obstáculo como se fosse parte do seu corpo. Vale a pena ressaltar que você treina o Parkour para você mesmo, você não faz movimentos para impressionar outras pessoas, até por que, isso pode resultar em sérias quedas.


Quais os riscos físicos?
O Parkour se torna uma disciplina que requer muita concentração e dedicação, devido ao fato de que uma pessoa pode sofrer sérios machucados caso execute uma técnica errôneamente. Certos movimentos necessitam de muita concentração e dedicação para serem executados, é preciso treiná-los antes, e quando o praticante adquire confiança no seu corpo e na sua mente, passa a executá-lo. Podemos pensar em um iniciante que tenta executar algo que está acima de seu domínio, neste caso, dependendo do risco do movimento, ele pode até morrer. É importante no Parkour ter objetivos principais, e mantê-los acima de sua aparência, afinal, o Parkour é uma luta contra você próprio, isso que torna o Parkour uma disciplina tão cativante.

Movimentos?
Movimentos ou técnicas é como se chama os modos de se passar por um obstaculo. Estes movimentos são muito variáveis, e é recomendável que o traceur treine a técnica básica do movimento para depois executar em uma run. A repetição é muito importante para evitar ferimentos, e o traceur deve ter consciência de quais são seus limites, de oque pode treinar. As vezes uma técnica ajuda a execução de outra.


Run?
O Run é a "alma do parkour". Nele você aprende como usar todas as técnicas que você aprendeu. O Run são dois pontos, A e B, você corre do ponto A ao B, atravessando todos os obstáculos que encontrar pela frente. Numa Run você aprende a ter maior visão de onde suas técnicas podem ser aplicadas. Imagine uma pessoa que treine as técnicas por anos, porém, nunca fez uma Run, e no momento, tenha que fugir de algo. Ela com certeza em certos momentos, vai ter de parar para pensar em oque executar para passar certo obstáculo, pois ela ainda não desenvolveu a habilidade de imaginar os movimentos. Esse é um dos motivos pelo qual uma Run é importante no Parkour, você treina técnicas e usa elas na Run, assim você pode passar obstáculos facilmente, rapidamente e naturalmente.

Como surgiu?
O Parkour surgiu na década de 80, na França. David Belle, usou inspirações no seu pai, um dos combatentes na Guerra do Vietnã, que usava alguma das técnicas do Parkour (que naquela época não possuia este nome) na guerra. David Belle então adptou essas técnicas e as batizou "Le Parkour" (O Percurso). Após isso, ele treinava a sua disciplina, e com muita dedicação e tempo, foi reunindo pessoas. Mais tarde, ele apareceu em várias reportagens na mídia, então o Parkour passou de desconhecido à uma disciplina praticada no mundo todo.


Existem competições?
Essa é a parte legal do parkour, NÃO EXISTEM COMPETIÇÕES, você apenas compete com você mesmo. O Parkour se baseia na superação de limites, depois de um bom tempo treinando, você consegue coisas que antes achava impossível. O Parkour também é a liberdade, você aprende a interagir com o ambiente, e você se torna livre. Duas frases que acho importante para completar este tópico:

"É como se seu corpo estivesse ficado sempre no piloto automatico, aí você descobre pela primeira vez que é capaz de controlá-lo".

"É ridículo procurar liberdade e acabar em uma cadeira de rodas".

O que é preciso para treinar?
Outra coisa legal do Parkour é seu custo, não é necessário gastar dinheiro com acessórios caros. O que você precisa é de um bom par de tênis, uma calça e camiseta leves, e muita vontade de aprender. Mais tarde você até pode comprar um tênis mais sofisticado para melhorar sua performance, mas no início não é recomendado.

Uma pergunta freqüente entre iniciantes é sobre utilizar ou não luvas. Não é proibido, mas também não é recomendado, quando você esta com as mãos "nuas" você tem melhor controle dos seus movimentos. Vale mais a pena passar a fase de dor, e esperar suas mãos calejarem.

Outra detalhe é que o Parkour é uma disciplina totalmente independente de professores ou instrutores, o interessado deve procurar alguem que ja treine para conseguir algumas dicas, ou procurar dicas na internet.

Filosofia?
Sim, o Parkour não é só composto de movimentos. Por trás de cada movimento há uma filosofia de porque executá-los. O Parkour não foi feito para impressionar outras pessoas, ele foi feito por motivos de que cada traceur deve buscar o seu.

Acrobacias não são Parkour, fazem parte de outras atividades como o Circo Acrobático e a ginástica olímpica. Muitos praticantes de Parkour o fazem por conseguirem, mais sempre procuram fazer a distinção entre uma acrobacia qualquer e os elementos do parkour propriamente ditos. Existe esta diferenciação porque no parkour geralmente opta-se por aquilo que é mais eficiente ao inves do que é mais performático. Sempre supondo que a meta é se locomover da maneira mais eficiente e rápida possivel.

Como posso começar?
Antes de nada, você vai necessitar de um preparo físico, levando em consideração que seu corpo será muito exigido durante a pratica.

Outro detalhe importante: os alongamentos e o aquecimento antes do treino. Após faze-los, você pode treinar as técnicas que estão na nossa seção de tutoriais.

Para mais detalhes veja o tutorial de como começar.

Lembre-se, o parkour requer muita dedicação, e não tente fazer o que você não tem certeza que consegue. Segurança é mais importante que beleza.